
Se você não estava muito preocupado com a nova gripe: preocupe-se!! O governo tem abarrotado hospitais e operadoras de planos de saúde de ofícios para que não divulguem os dados. Até hoje 12 médicos morreram em Curitiba, que atualmente cogita a hipótese de declarar estado de calamidade pública. O HC já teve mais de 110 mortes, mas só puderam divulgar 28; muitos profissionais de saúde estão internados. A comunidade médica sabe que a situação é alarmante e mesmo desesperadora, boate, restaurante por quilo e qualquer tipo de aglomeração não é recomendada.
No México foi preciso parar o país, todo mundo ficou em casa, e lavando as mãos! Se pudermos usar o que um médico pensa sobre esta epidemia como termômetro, as medidas preventivas têm que ser levadas a sério. O Estado omite informação com a desculpa de evitar o pânico, no entanto não toma as medidas necessárias para evitar que o vírus se alastre, nem ao menos tem condições de atender a maioria da população pelo SUS. Será que a sociedade brasileira não está preparada para enfrentar a gripe? O que importa, devemos enfrentar o problema da melhor forma, sem omissões ou autoritarismo velado, o jogo tem que ser limpo. O engodo das semelhanças com a gripe comum deixa de esclarecer a todos que depois de cinco dias as chances de cura diminuem muito, ao atacar os pulmões os médicos já não sabem exatamente como proceder – alguns pacientes são colocados em coma induzido para amenizar o sofrimento - o medo é que o vírus se fortaleça e passe de nível 1 para 4. E começa a distribuição de Tamiflu que, se ministrado a pacientes que não tem o vírus, pode vir a fortalecê-lo.
TAMU FÚ!!!!!!!!!
As mentiras devem acabar! afinal o que exatamente esta havendo? Qual o real perigo de contágio? Por fim que tem menos dinheiro correm mais risco e essas classes não terão também acesso a informação de qualidade sobre a gripe, a prevenção sempre ignorada pelas políticas públicas, por não salvar diretamente vidas, os governos preferem esperar as pessoas começarem a morrer para contabilizar os tratamentos com êxito. As elites querem mesmo diminuir a pobreza matando os trabalhadores de pneumunia, mulheres grávidas e crianças. É um absurdo essa articulação por debaixo do tapete para esconder dados, favorecer a indústria farmacêutica e o sistema privado de saúde, declaram evitar o pânico, mas só o fazem correr em câmera lenta, varrendo a tragédia para a periferia da sociedade sem deixar de manter uma mínima sensação de segurança para as classes da alta renda. Rico não anda em bando nem freqüenta aglomeração, e pode ainda trabalhar em casa, não pega busão! Pede pra empregada passar álcool em tudo. Neste momento os médicos também são vítimas do descaso do poder público – empresas como a Unimed já perderam profissionais pela gripe A e estão alarmadas. Portanto a epidemia é seria e logo ficará inegável, troque informações com que conhece, pois se depender do governo e da mídia, nunca saberemos qual a verdadeira proporção do perigo que o vírus H1N1 apresenta.